Se um comissário pudesse editar um manual de A a Z - sobre o comportamento ideal de um passageiro, seria assim:
Acomode-se o mais rápido possível sem reclamar da poltrona.
Bom humor é sempre bem vindo.
Crianças comportem-se como anjos, os comissários agradecem.
Diga sempre: Por favor, dá licença e muito obrigado.
Evite tumultos durante o embarque.
Favor não empilhar as cumbucas para devolver as bandejas.
Gula é pecado.
História para conseguir Up grade não cola.
Informe-se sobre suas conexões antes de entrar no avião.
Já está com fome?
Limpe o espelho do toalete assim que escovar os dentes.
Mantenha seus cintos atados durante todo o vôo.
Não toque a chamada de comissários mais de uma vez.
Ouça todos os speechs para não ter dúvida de nada.
Pare de beber assim que acabar o serviço de bordo.
Quando pegar seus pertences, não bata a porta do Bin.
Relaxe e a aprecie o vôo.
Selecione bons livros para se entreter.
Tenha consciência ao usar o toalete.
Use uma manta só.
Vigie se seu companheiro não está roncando.
Xiu! Tem gente dormindo.
Zele pelas suas coisinhas, principalmente pela sua necessaire.
Mas, se o passageiro pudesse escrever o mesmo manual, a versão seria assim:
Até que enfim consegui embarcar.
Bem que eu preferia o corredor.
Como eu vou guardar essa mala aqui?
Depois o comissário ajeita pra mim.
Eu quero uma água.
Falta muito para o jantar?
Guarda meu casaco.
Hoje vai ter turbulência?
Inclusive eu era amigo do comandante Rolim.
Jornal, por favor?
Luz de leitura é onde?
Mais uma vez não embarcou a comida que eu pedi.
Não vôo mais nessa companhia.
Onde eu coloco o meu berimbau?
Pode visitar a cabine?
Que poltrona ruim!
Roubaram meu travesseiro.
Sanduíche de novo?
Tem água tônica? Suco de tomate? Gin?...
Uma coca-cola, por favor?
Vixi mãe! O que foi isso?
Xinga ele.
Zicado. Esse comandante tá zicado.
Este blog tem o intuito de apresentar alguns fatos e boatos da aviação. A maioria das histórias foram vividas por mim, enquanto aeromoça, ou enviadas por colaboradores.Participe
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sábado, 11 de setembro de 2010
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Cinderela de Segóvia
Segóvia. O nome já nos remete a pensarmos em reino, principado,idade média, sei lá. O reino de Segóvia. Foi pra lá que fui. Foram duas horas de passeio só, mas me senti uma princesa nos castelos e muralhas de Segóvia. Eu e mais quatro loucas da minha tripulação, chegamos a Madri, cansadas do vôo, mas metemos as caras. Vamos??? Saímos do Hotel somente com a referência da estação Chamartin e lá fomos nós. Na estação olhei rapidamente o mapa pra achar a tal estação que é linha azul em direção a Hospital Sofia. Nossa linha do El Capricho é verde. Muito fácil de achar chegamos a uma estação de trem enorme. Mais ou menos seis andares. Fomos comprar bilhete. Tinha um trem dentro de meia hora que custava 30 euros e outro dali uma hora e meia que custava nove euros. Em qual nós fomos? Nem preciso escrever. No mais baratoooooo. Enquanto isso, fomos almoçar.
Hora do tremmmm. Gente que delícia deslizar nos trilhos silenciosamente. Não é como aqueles trens que andávamos antigamente que as linhas dos dormentes iam fazendo tandamtandam, tandam tandam. Sutilmente ele chega e sai, quase que imperceptível. Em meia hora chegamos ao meio do nada. Era Segóvia, mas cadê o castelo? Ah entra naquele ônibus ali parado, alguém nos informou e sem pensar em nada entramos. Motorista por favor, queremos ver algo bonito, onde tem? Na última parada. Plaza das artilharias. Genteeeeeeee que lindo um arqueduto enorme. Não sei qual a função deste monumento, mas um dia foi útil. A nossa correria era tanta que tínhamos que decidir entre tirar fotos e admirar a olho nu.
Sobe as escadas. Rápido. Mas o que tem lá em cima? Nada, Desce tudo. Senhora por favor, onde tem um castelo?
Para lá. Corre gente. Nosso tempo está contado. Chegamos. É o Castelo! Tira foto, tira foto. Moço o que tem pra lá na ruazinha? – É o castelo. Hum então isso aqui ainda não é o castelo é a catedral. Corre gente temos que chegar ao castelo. Enfim ele aparece. Inspiração de Walt Disney para Cinderela. Não acredito que estamos aqui. É muito lindo. Mas nosso trem vai partir em meia hora e agora? Desce tudo corre, corre, desvia aqui, entra em ruelas, ufa conseguimos o ônibus estava partindo da Plaza das artilharias era pegar ou pernoitar. Aliás, essa era a vontade de todas; pena que já tínhamos comprado a passagem de volta. Volta? Lógico que tem volta.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Histórias de Balanceiros

Que o ser humano tem manias diversificadas, não há dúvidas. Mas, quando você se pega olhando para uma esteira de bagagens durante um desembarque... Sabe aquele tempo que você fica ali esperando a sua mala e ela nunca chega? Então, ali você vai ver cada coisa que só o balanceiro (funcionário do setor de bagagens) acredita.
São malas coloridas; quadradas; redondas; com florzinhas; Hello kitty; de oncinha; da Minie; malas sem alça; malas em formato de coração; malas baús; malas, malas e malas. Se fossem só malas que passassem pela esteira ainda ia. Passa cada coisa! Berimbau, corneta, autorama, pranchas, geladeiras, cachorros, gatos, calopsitas, pneus, motor de poupa. Bom, tudo bem vai. É aceitável. Agora imaginem vocês, que outro dia eu estava esperando minha “gordinha”, (apelido que dei à minha mala), quando de repente eu vi um galho seco passando. Não! Não era possível. Um galho simples e seco de uma árvore qualquer.
O que será que a pessoa ia fazer com um galho daquele. Trouxe de tão longe. Será lembrança de um lugar inesquecível? Enfeite exótico? Coleção? Não dava para entender, porque não era época de natal para se criar um pinheirinho, mas enfim, mania cada um tem a sua e questionar não cabe a mim. Mas, como minha curiosidade é maior do que o galho, eu fui perguntar ao balanceiro:
- “Esse galho é bagagem despachada?”
- “O pior que ele ta rodando aí há horas. Acho que a pessoa esqueceu, ou está com vergonha e vem buscar depois”, disse ele.
-“Mas que idéia, trazer um galho”, continuei.
- “Você num viu nada”, ele sorriu e continuou me contando:
Conhece a história do gato morto? Dizem que uma vez foi despachado um gato siamês morto. Mas os donos não falaram nada com medo de não poder despachá-lo naquelas condições. O pessoal da base despachou como se o gato estivesse dopado. Ele estava deitado na casinha e ninguém questionou. Chegando ao destino, os balanceiros viram que o gato estava morto e no desespero em terem que dar a notícia à família, de que o gato morreu durante o vôo, providenciaram outro gato bem parecido com aquele.
Quando os familiares foram recebê-lo, não conheciam muito a aparência do gato e aceitaram aquele. Mas, qual foi o susto quando viram o gato ressuscitado, porque a dona já tinha lhes avisado que estava mandando o gato morto para ser enterrado na lápide da família.
sábado, 8 de maio de 2010
Mãe
Gente eu sou fã da doçura da língua portuguesa. Pensa bem, como é delicioso falar "MÃE". Parece que estamos falando EU TE AMO. A palavra por si só já é uma declaração de amor. É claro que já está banalizada. Nossas necessidades diárias nos impedem de ver quão doce e sublime é a palavra; de tanto que falamos. Lógico sempre chamamos a mãe pra saciarmos algum interesse próprio. Afinal, que seres egoístas somos nós. Aprendemos por instinto recorrer àquela que nos ampara e nos socorre; que nos ama incondicionalmente. Ela tem olhar, tem gesto, tem palavras, tem carinho, tem colo, tem sabedoria. Antes de manifestarmos nossas inquietações ela já sente. Por isso que eu acho que mãe é o anjo que Deus deu a cada um na terra. Eu tenho várias delas. Parabéns mamães!!!
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Ser Comissário é:
Ser Comissário é...
Acabar de fazer o speech dizendo todas as bebidas que serão servidas durante o serviço de bordo, dar dois passos e o passageiro perguntar: "O que tem pra beber?" Aí você sorri e repete tudo de novo: - "Coca, Coca light, guaraná, guaraná light, suco de laranja, água, cerveja e água de coco".
Ser comissário é... Você sair de casa puxando a mala, na correria pra não se atrasar e passar um camarada ao seu lado pedalando vagamente uma bicicleta e dizendo: "Que vidão, heim!!! Só viaja".
Ser comissário é... Chegar ao D.O (departamento operacional onde as tripulações se reúnem) após as etapas: Belém / São Luís /Brasília / São Paulo e ver que foi acionado pra fazer um Curitibazinho bate-e-volta.
Ser comissário é... Escutar reclamações de assento que não reclina; de família que está separada; de frio ou de calor; de comida especial que não embarcou; de falta de opção de lanche; de atraso; de fone de ouvido; de monitor que não funciona; de mesinha que não trava; etc, etc...
Ser comissário é... Ajudar uma senhora a carregar a bagagem de mão de no mínimo 10 quilos até sua poltrona (quase no fim da aeronave), arrumar espaço no bin, acomodá-la e não ouvir nem: "Muito obrigada"!
Ser comissário é... Ver a família reunida, em pleno feriado nacional, para um churrascão daqueles e ter que sair para um vôo de cinco dias.
Ser comissário é... Acordar 5h30, pegar o ônibus das 7h para Guarulhos, onde deve se apresentar às 9h30 e ainda assim não conseguir chegar a tempo.
Ser comissário é ...Chegar de vôo em pleno domingo de manhã, com folga de mais dois dias e lembrar que não pediu passe para ir para casa.
Ser comissário é... Tentar embarcar de extra na primeira, na segunda, na terceira, na quarta Ponte Aérea. Ufa, que sufoco !!!
Ser comissário é... Ter um Manaus inativo, tirar uma passagem para seu amor, amigo ou familiar e, quando chegar em Brasília, sua programação mudar. Já era.
Bem, brincadeiras à parte, gostaria agora de ocupar este espaço para homenagear todos os meus amigos que diariamente enfrentam essas e muitas outras situações. Sem medir esforços, somos uma classe de guerreiros. Guerreiros que, ao sair de casa e deixar suas famílias, sabem que vão enfrentar muitas lutas, mas que, sobretudo, vão conquistar mais uma vitória. Vitória essa que atribuo à grandeza do caráter de cada um de nós que às vezes passamos uma, duas, dez ou doze horas velando pela segurança de cada passageiro. Vitória de sentir uma missão cumprida cada vez que levamos os passageiros até o desembarque e os entregamos de volta aos seus familiares ou, quem sabe, aos negócios. Vitória, Vitória e Vitória.
Acabar de fazer o speech dizendo todas as bebidas que serão servidas durante o serviço de bordo, dar dois passos e o passageiro perguntar: "O que tem pra beber?" Aí você sorri e repete tudo de novo: - "Coca, Coca light, guaraná, guaraná light, suco de laranja, água, cerveja e água de coco".
Ser comissário é... Você sair de casa puxando a mala, na correria pra não se atrasar e passar um camarada ao seu lado pedalando vagamente uma bicicleta e dizendo: "Que vidão, heim!!! Só viaja".
Ser comissário é... Chegar ao D.O (departamento operacional onde as tripulações se reúnem) após as etapas: Belém / São Luís /Brasília / São Paulo e ver que foi acionado pra fazer um Curitibazinho bate-e-volta.
Ser comissário é... Escutar reclamações de assento que não reclina; de família que está separada; de frio ou de calor; de comida especial que não embarcou; de falta de opção de lanche; de atraso; de fone de ouvido; de monitor que não funciona; de mesinha que não trava; etc, etc...
Ser comissário é... Ajudar uma senhora a carregar a bagagem de mão de no mínimo 10 quilos até sua poltrona (quase no fim da aeronave), arrumar espaço no bin, acomodá-la e não ouvir nem: "Muito obrigada"!
Ser comissário é... Ver a família reunida, em pleno feriado nacional, para um churrascão daqueles e ter que sair para um vôo de cinco dias.
Ser comissário é... Acordar 5h30, pegar o ônibus das 7h para Guarulhos, onde deve se apresentar às 9h30 e ainda assim não conseguir chegar a tempo.
Ser comissário é ...Chegar de vôo em pleno domingo de manhã, com folga de mais dois dias e lembrar que não pediu passe para ir para casa.
Ser comissário é... Tentar embarcar de extra na primeira, na segunda, na terceira, na quarta Ponte Aérea. Ufa, que sufoco !!!
Ser comissário é... Ter um Manaus inativo, tirar uma passagem para seu amor, amigo ou familiar e, quando chegar em Brasília, sua programação mudar. Já era.
Bem, brincadeiras à parte, gostaria agora de ocupar este espaço para homenagear todos os meus amigos que diariamente enfrentam essas e muitas outras situações. Sem medir esforços, somos uma classe de guerreiros. Guerreiros que, ao sair de casa e deixar suas famílias, sabem que vão enfrentar muitas lutas, mas que, sobretudo, vão conquistar mais uma vitória. Vitória essa que atribuo à grandeza do caráter de cada um de nós que às vezes passamos uma, duas, dez ou doze horas velando pela segurança de cada passageiro. Vitória de sentir uma missão cumprida cada vez que levamos os passageiros até o desembarque e os entregamos de volta aos seus familiares ou, quem sabe, aos negócios. Vitória, Vitória e Vitória.
Loucuras para chegar no horário 2
Achei que a loucura da história anterior fosse tomar o pódio da liderança, mas me enganei. Tem muito “louco”, no bom sentido, em nosso meio. Acreditem vocês, que há uns dez anos atrás, o comissário Nando Moraes reinou neste quesito de fazer loucuras para chegar no horário. Ele morava em Mogi das Cruzes e iria se apresentar pela primeira vez em Guarulhos. Era horário do rush da manhã na marginal Tietê.
Vindo de Mogi, Nando teria que ir até o metrô Tatuapé para tomar outra condução para o aeroporto. Ao ver o trânsito todo parado na marginal foi tomado pelo desespero e começou a suar frio com aquele pensamento que todos temos: “Ai meu Deus, o que que eu faço? Não vai dar tempo. Caramba tá tudo parado...”. O tempo que nessa hora não nos ajuda, passa muito rápido. Comissário novinho na época, Nando não sabia mais o que fazer e já estava ensaiando todas as desculpas possíveis para falar para a chefia. Até que de repente, ao passar pelo km 22 mais ou menos, ele teve uma luz. Olhou para seu lado esquerdo e viu o arco da Sabesp. Não teve dúvidas:
- Motorista pára o ônibus. Pára por favor.
- Mas, eu não posso abrir a porta aqui.
- O senhor não está entendendo, eu preciso sair agora.
- No meio dos carros???
- Sim, pode abrir por favor.
Com a insistência, o motorista abriu a porta, Nando saiu correndo com mala, porta casaco e quepe na mão, porque naquela época se usava. E lá foi ele, pulou a mureta da marginal e subiu no arco, ou melhor, atravessou o Tietê velho de guerra pelo arco da Sabesp. (Fico imaginando quem estava assistindo esta cena. Um homem de terno e gravata, mala e quepe equilibrando-se naquela escadinha).
“Assim que cheguei do outro lado, entrei no estacionamento do Extra e tinha um único taxi com o porta-malas aberto acolhendo uma senhora”, lembrou Nando.
- Não a senhora não pode ir nesse taxi, interrompeu o comissário.
- Como assim?
- Por favor, eu estou atrasado, tenho que ir para o aeroporto, a senhora precisa quebrar meu galho.
A mulher concordou e o taxista levou Nando até GRU. Ele conseguiu chegar.
- Entrei na sala de briefing suando como nunca, mas disfarcei bem, ajeitei a gravata e ninguém percebeu nada. Talvez seja por isso que hoje colocaram um portão ali para ninguém repetir a dose, concluiu.
Vindo de Mogi, Nando teria que ir até o metrô Tatuapé para tomar outra condução para o aeroporto. Ao ver o trânsito todo parado na marginal foi tomado pelo desespero e começou a suar frio com aquele pensamento que todos temos: “Ai meu Deus, o que que eu faço? Não vai dar tempo. Caramba tá tudo parado...”. O tempo que nessa hora não nos ajuda, passa muito rápido. Comissário novinho na época, Nando não sabia mais o que fazer e já estava ensaiando todas as desculpas possíveis para falar para a chefia. Até que de repente, ao passar pelo km 22 mais ou menos, ele teve uma luz. Olhou para seu lado esquerdo e viu o arco da Sabesp. Não teve dúvidas:
- Motorista pára o ônibus. Pára por favor.
- Mas, eu não posso abrir a porta aqui.
- O senhor não está entendendo, eu preciso sair agora.
- No meio dos carros???
- Sim, pode abrir por favor.
Com a insistência, o motorista abriu a porta, Nando saiu correndo com mala, porta casaco e quepe na mão, porque naquela época se usava. E lá foi ele, pulou a mureta da marginal e subiu no arco, ou melhor, atravessou o Tietê velho de guerra pelo arco da Sabesp. (Fico imaginando quem estava assistindo esta cena. Um homem de terno e gravata, mala e quepe equilibrando-se naquela escadinha).
“Assim que cheguei do outro lado, entrei no estacionamento do Extra e tinha um único taxi com o porta-malas aberto acolhendo uma senhora”, lembrou Nando.
- Não a senhora não pode ir nesse taxi, interrompeu o comissário.
- Como assim?
- Por favor, eu estou atrasado, tenho que ir para o aeroporto, a senhora precisa quebrar meu galho.
A mulher concordou e o taxista levou Nando até GRU. Ele conseguiu chegar.
- Entrei na sala de briefing suando como nunca, mas disfarcei bem, ajeitei a gravata e ninguém percebeu nada. Talvez seja por isso que hoje colocaram um portão ali para ninguém repetir a dose, concluiu.
sábado, 10 de abril de 2010
A pele
A pele é o tecido que nos cobre. Tem dia que voce esta de bem com ela e tem dia que ela quer te provocar. A pele do corpo é de boa e quase nunca te incomoda, mas a do rosto !!!
Tem dia que voce acorda com espinhas, se irrita, quer cutucar. Tem dia que são as olheiras, tão profundas que parece olho de guaxini. Fora os pés de galinhas que não ha corretivo que ajude. Pior são as pessoas que não disfarçam quando conversam contigo. Voce esta falando um assunto importante e percebe que a pessoa esta te olhando além, tipo percebendo aquele cravo preto que esta ao lado do seu nariz. Voce perde até o fio da meada do assunto que estava falando. Ou então aquele que chega e te fala: _ hum ta com a pele boa heim. Dando uma indiretazinha de que sua noite foi boa. E aqueles mais diretos que falam na cara dura: _ Nossa voce ta acabada; não dormiu a noite não?
Cremes? Cada dia aparece um diferente e voce precisa se atualizar. Fazer um acompanhamento diario nas revistas de beleza como um economista faz na bolsa de valor. Agora o premio nobel da ciencia descobriu um produto chamado Aquaporine sei la e todas as empresas do ramo estão na luta para apresentar o melhor produto. Enquanto isso o negocio é assumir. Eu assumo meus quase 40 anos e quem quiser é que me julgue. Eu estou bem obrigada. Ah desculpa a falta de acentos nas palavras porque esse teclado aqui em Paris é louco. Até a proxima.
Tem dia que voce acorda com espinhas, se irrita, quer cutucar. Tem dia que são as olheiras, tão profundas que parece olho de guaxini. Fora os pés de galinhas que não ha corretivo que ajude. Pior são as pessoas que não disfarçam quando conversam contigo. Voce esta falando um assunto importante e percebe que a pessoa esta te olhando além, tipo percebendo aquele cravo preto que esta ao lado do seu nariz. Voce perde até o fio da meada do assunto que estava falando. Ou então aquele que chega e te fala: _ hum ta com a pele boa heim. Dando uma indiretazinha de que sua noite foi boa. E aqueles mais diretos que falam na cara dura: _ Nossa voce ta acabada; não dormiu a noite não?
Cremes? Cada dia aparece um diferente e voce precisa se atualizar. Fazer um acompanhamento diario nas revistas de beleza como um economista faz na bolsa de valor. Agora o premio nobel da ciencia descobriu um produto chamado Aquaporine sei la e todas as empresas do ramo estão na luta para apresentar o melhor produto. Enquanto isso o negocio é assumir. Eu assumo meus quase 40 anos e quem quiser é que me julgue. Eu estou bem obrigada. Ah desculpa a falta de acentos nas palavras porque esse teclado aqui em Paris é louco. Até a proxima.
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