Extra pra quem não sabe é o tripulante que viaja sem estar trabalhando naquele vôo.
SINA - Número 1 - para os que estão de folga ou férias...
Invente curtir sua folga em qualquer lugar fora da base e viverá uma "emocionante" aventura.
Sabe quando você vai chegando no Chek-in e de longe o despachante já emite aquele olhar como que dizendo: "- está lotado", mas você corajoso vai tentar mesmo assim. Na verdade você só precisa passar pelo portão de embarque e tentar a vaga contando com a bondade do comandante, que a essas alturas já deve estar na porta do avião. O despacho vai fazer de tudo pra embaçar, mas não desista.
Na porta do avião já tem uns três extras na sua frente:
“- ola comandante, senhor me leva de extra?”.
“- Claro fique a vontade”. Risos...
O jeito é aguardar a contagem, os outros extras estão encaixados nos Jumps Seats.
O suor toma conta porque a final você conseguiu folga em plena páscoa pra comemorar com sua família e o que é melhor, você conseguiu pegar seu passe com antecedência.
A contagem esta terminando e ufa! Sobrou um lugar no meio do avião. Que bom você acomoda sua bagagem embaixo das pernas porque os bins já estão lotados. Mas enfim, sentado.
Aí, aí, repito aí, o seu crachá vai ser responsável pelo resto do estresse da viagem. Tenho uma amiga que diz que o que mais ela inveja na minha profissão é o meu crachá. Porque todo mundo puxa papo comigo.
Bom, mas “meu crachá me condena”.
Pode esperar que, uma vez sentado de extra com um crachazinho, vai ser bombardeado de perguntas e sempre as mesmas:
- Vocês têm folga?
- Como que é o trabalho de vocês. Voam todos os dias?
- Vocês têm tempo pra conhecer os lugares ou têm que voltar rapidinho?
- Você voa pra fora ou só aqui dentro mesmo?
- Deve ser gostoso né? Você não tem medo?
- Já passou por algum perigo?
- Quando eu era mais nova eu sonhava em ser aeromoça.
- Agora não é mais aeromoça que se fala é comissária de bordo.
- e da pra namorar?
Nem diga como está o seu sono a essas alturas do campeonato porque você acabou de chegar de um madrugadão.
Sina 2 - Dedicada aos extras da Ponte.
Você combina um horário com seu namorado no aeroporto Santos Dumont e vai tentar a primeira ponte pra aproveitar o seu dia de folga. Não consegue. Espera a segunda e aí aparecem umas duas tripulações de extras remunerados na sua frente. Você, com cara de poucos amigos, não embarca e o seu namorado está lá firme e forte. Uma ligação e diz: - “amor, não consegui, vou tentar a próxima”. E ele: “-Fazer o que né”. Vamos pra terceira ponte. Tem uma vaga no jump, você está quase feliz, quando de repente chega um comandante e lá foi seu lugar. Não se preocupe está saindo outra ponte no avião da congênere e finalmente você consegue um lugarzinho. O avião decola e quando você menos espera, vem o speech: Senhoras e senhores aqui é o comandante tal e venho lhes informar que o aeroporto Santos Dumont fechou devido ao mau tempo. Vamos alternar para o Galeão.
“Ai, meu namorado vai me matar...” você resmunga.
SINA 3 – Poucos vôos e muita gente
Sabe aquelas cidades tipo Londrina, que é o meu caso, onde só tem três vôos por dia e muita, mas muita gente pra embarcar. Então é assim: você consegue três dias de folga num final de semana, “que legal dá pra ir”, você pensa. 9h20 tem um vôo, você chega cedo, mas já te fulminam com o olhar de overbook e mais três extras, você dança. O próximo é só 16 horas, você espera e consegue. Quando está pra pousar, o aeroporto do destino fecha e o jeito é alternar para Presidente Prudente (250 Km de distância) e fazer o trecho de ônibus o que leva pelo menos três horas. Chega em Londrina por volta das 21 horas e lá se foi o seu primeiro dia de folga. Aproveita sua família ao máximo no segundo dia porque o terceiro terá que ser dedicado para o retorno que com certeza não vai ser diferente.
SINA 4 - A família
Pior de tudo é quando milagrosamente aparece na sua escala um ótimo vôo, tipo Manaus ou Fortaleza inativo. Cheio de alegria, é claro, você vai querer partilhar esse momento com alguém tipo: namorado (a), marido, mulher, irmãos, mãe, avó, amigos sei lá, alguém especial. Você tira a passagem rip e fica contando os dias, para que tudo certo. E passagem tirada é passagem tirada. Não tem volta. Chega o dia. Você vai com a pessoa paro saguão (o vôo está lotado é claro), então pede ao seu rip pra esperar um pouco até que você vá falar com o comandante, mas qual é a sua surpresa quando chega no D.O, digita sua chapa e aparece “roster changes” . Isso mesmo teve alteração de escala pra você e irá fazer um Ribeirão Preto/ Goiânia com pernoite em Brasília. VOCÊ QUER MORRER. O que fazer com o seu ente querido que está lá fora ansiosamente aguardando sua volta. Chora, reclama, esperneia, num tem jeito, vá voar e mande o seu para casa. Parece mentira, mas não é. ACONTECE COM AS MELHORES FAMÍLIAS.
Este blog tem o intuito de apresentar alguns fatos e boatos da aviação. A maioria das histórias foram vividas por mim, enquanto aeromoça, ou enviadas por colaboradores.Participe
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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
UP
Estive pensando sobre a palavra “up” no inglês e muito usada pela língua portuguesa em vários sentidos. Como substantivo, por exemplo, significa elevação, movimento ascendente, boa sorte. Como verbo é tudo que te põe pra cima: subir, levantar, aumentar, elevar, erguer. Se alguém disser que você precisa dar um “up” na sua vida, é pra você “levantar mesmo, sacudir a poeira e dar a volta por cima”. Ou então quando você precisa dar um “up” na sua aparência. Vai lá corta o cabelo, põe cílios postiços, faz plástica e tal.
O up é sempre algo pra melhorar. Quando você lê a mensagem no seu computador “update”, é pra atualizar dados, melhorar programas e tal. E quando usamos “up” para interjeição serve até para dizer: “vamos”, “levanta”, “de pé”. Resumindo é uma palavra muito positiva. Tudo que há de bom. Você como uma coisa boa e diz: “Nossa isso me deu um up”. Um programinha novo com seu amor é suficiente pra dar um “up” no relacionamento. Gente o “up”é lindo.
Mas, porém, todavia, contudo, entretantoooooo. Nem tudo que brilha é estrela. Quero me referir ao tal do “upgrade”. Que deveria ser melhorar o grau, atualizar, aprimorar. Eu disse bem: “deveria ser”. Conjuguei no futuro do pretérito porque deveria, mas não é.
O upgrade na aviação é o cara que recebeu por sorte, ou por muita “miguelagem” a chance de ir pra frente na classe Premium que é um pouco mais privilegiada em termos de conforto, mais espaço etc. Esse cara muitas vezes acaba com qualquer referência da palavra up. Porque ele é “down”, o comportamento dele não cabe ali. Quer beber todos os vinhos, experimentar todas as comidas. Num gosta de nada, quebra a poltrona, acende a luz, escuta música alta, te chama mil vezes e ainda fica chamando o amigo que está lá na y/c pra vir conversar com ele ali e ver o quanto ele está confortável.
Sem contar com aqueles que chegam à porta do avião dizendo que no check-in informaram que ele poderia receber um upgrade depois que chegasse ao avião. Já vi muito também aquela que chega chorando na porta que dizendo que está operada da coluna e não aguenta sentar 12 horas lá trás. Fora os que dizem ser primo, amigo, sobrinho do fulano de tal que é diretor de num sei onde.
São várias as desculpas pra se conseguir um upgrade. Mas me lembro de uma situação muito engraçada. Um senhor de idade vestido com camisa preta de gola clerical, durante o vôo sem que ninguém percebesse sentou-se na Business. Opa ninguém vírgula. Meu amigo viu e educadamente foi até ele e pediu pra que ele voltasse ao seu assento. O homem foi. Meia hora depois na calada da noite o mesmo homem voltou, deitou lá e cobriu o rosto. Mais uma vez o meu amigo foi até ele e pediu pra ele voltar. Não contente o senhor tentou uma terceira vez e argumentou com meu colega que ele era padre. Educadamente meu colega respondeu. “Melhor ainda. Sendo padre o senhor tem um coração misericordioso pra entender que temos 175 pessoas lá trás também querendo vir pra este lugar”. O homem voltou definitivamente para se convalescer com os demais passageiros da y/c.
Let’s go UP!!!
O up é sempre algo pra melhorar. Quando você lê a mensagem no seu computador “update”, é pra atualizar dados, melhorar programas e tal. E quando usamos “up” para interjeição serve até para dizer: “vamos”, “levanta”, “de pé”. Resumindo é uma palavra muito positiva. Tudo que há de bom. Você como uma coisa boa e diz: “Nossa isso me deu um up”. Um programinha novo com seu amor é suficiente pra dar um “up” no relacionamento. Gente o “up”é lindo.
Mas, porém, todavia, contudo, entretantoooooo. Nem tudo que brilha é estrela. Quero me referir ao tal do “upgrade”. Que deveria ser melhorar o grau, atualizar, aprimorar. Eu disse bem: “deveria ser”. Conjuguei no futuro do pretérito porque deveria, mas não é.
O upgrade na aviação é o cara que recebeu por sorte, ou por muita “miguelagem” a chance de ir pra frente na classe Premium que é um pouco mais privilegiada em termos de conforto, mais espaço etc. Esse cara muitas vezes acaba com qualquer referência da palavra up. Porque ele é “down”, o comportamento dele não cabe ali. Quer beber todos os vinhos, experimentar todas as comidas. Num gosta de nada, quebra a poltrona, acende a luz, escuta música alta, te chama mil vezes e ainda fica chamando o amigo que está lá na y/c pra vir conversar com ele ali e ver o quanto ele está confortável.
Sem contar com aqueles que chegam à porta do avião dizendo que no check-in informaram que ele poderia receber um upgrade depois que chegasse ao avião. Já vi muito também aquela que chega chorando na porta que dizendo que está operada da coluna e não aguenta sentar 12 horas lá trás. Fora os que dizem ser primo, amigo, sobrinho do fulano de tal que é diretor de num sei onde.
São várias as desculpas pra se conseguir um upgrade. Mas me lembro de uma situação muito engraçada. Um senhor de idade vestido com camisa preta de gola clerical, durante o vôo sem que ninguém percebesse sentou-se na Business. Opa ninguém vírgula. Meu amigo viu e educadamente foi até ele e pediu pra que ele voltasse ao seu assento. O homem foi. Meia hora depois na calada da noite o mesmo homem voltou, deitou lá e cobriu o rosto. Mais uma vez o meu amigo foi até ele e pediu pra ele voltar. Não contente o senhor tentou uma terceira vez e argumentou com meu colega que ele era padre. Educadamente meu colega respondeu. “Melhor ainda. Sendo padre o senhor tem um coração misericordioso pra entender que temos 175 pessoas lá trás também querendo vir pra este lugar”. O homem voltou definitivamente para se convalescer com os demais passageiros da y/c.
Let’s go UP!!!
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
adios cigarrillos
Bom dia pessoal. Acabo de chegar de Frankfurt totalmente congestionada. Praticamente estou falando BINHA IRBÃ e BEU IRBÃO DÃO VIERAM ONTEM. Isso porque inventei de conhecer um Pub lá. Lugar bem pequeno que rolava um Blues. A galera que frequentava era à la geração 65. Tinha umas figuras exclusivas tipo um cara com uma asa de borboleta nas costas ou sei lá se ele tinha síndrome de Sininho. Mas ele estava abafando com as asas transparentes. Eu já tive uma daquelas quando fui anjinho na procissão de Corpus Christi. Outros roqueiros mesmo com pulseiras de heavy metal, cabelos longos e botas. A banda bem Ray Charles e Wiliie Nelson. Mas onde quero chegar é na parte do intupibento do beu nariz. Eu descobri que sou alérgica ao cigarro e na Alemanha o cigarro é liberado em ambientes fechados. Consegui ficar ali por meia hora. O suficiente pra eu não estar mais respirando até hoje. Socorroooooo.
sábado, 11 de setembro de 2010
Manual do bom comportamento
Se um comissário pudesse editar um manual de A a Z - sobre o comportamento ideal de um passageiro, seria assim:
Acomode-se o mais rápido possível sem reclamar da poltrona.
Bom humor é sempre bem vindo.
Crianças comportem-se como anjos, os comissários agradecem.
Diga sempre: Por favor, dá licença e muito obrigado.
Evite tumultos durante o embarque.
Favor não empilhar as cumbucas para devolver as bandejas.
Gula é pecado.
História para conseguir Up grade não cola.
Informe-se sobre suas conexões antes de entrar no avião.
Já está com fome?
Limpe o espelho do toalete assim que escovar os dentes.
Mantenha seus cintos atados durante todo o vôo.
Não toque a chamada de comissários mais de uma vez.
Ouça todos os speechs para não ter dúvida de nada.
Pare de beber assim que acabar o serviço de bordo.
Quando pegar seus pertences, não bata a porta do Bin.
Relaxe e a aprecie o vôo.
Selecione bons livros para se entreter.
Tenha consciência ao usar o toalete.
Use uma manta só.
Vigie se seu companheiro não está roncando.
Xiu! Tem gente dormindo.
Zele pelas suas coisinhas, principalmente pela sua necessaire.
Mas, se o passageiro pudesse escrever o mesmo manual, a versão seria assim:
Até que enfim consegui embarcar.
Bem que eu preferia o corredor.
Como eu vou guardar essa mala aqui?
Depois o comissário ajeita pra mim.
Eu quero uma água.
Falta muito para o jantar?
Guarda meu casaco.
Hoje vai ter turbulência?
Inclusive eu era amigo do comandante Rolim.
Jornal, por favor?
Luz de leitura é onde?
Mais uma vez não embarcou a comida que eu pedi.
Não vôo mais nessa companhia.
Onde eu coloco o meu berimbau?
Pode visitar a cabine?
Que poltrona ruim!
Roubaram meu travesseiro.
Sanduíche de novo?
Tem água tônica? Suco de tomate? Gin?...
Uma coca-cola, por favor?
Vixi mãe! O que foi isso?
Xinga ele.
Zicado. Esse comandante tá zicado.
Acomode-se o mais rápido possível sem reclamar da poltrona.
Bom humor é sempre bem vindo.
Crianças comportem-se como anjos, os comissários agradecem.
Diga sempre: Por favor, dá licença e muito obrigado.
Evite tumultos durante o embarque.
Favor não empilhar as cumbucas para devolver as bandejas.
Gula é pecado.
História para conseguir Up grade não cola.
Informe-se sobre suas conexões antes de entrar no avião.
Já está com fome?
Limpe o espelho do toalete assim que escovar os dentes.
Mantenha seus cintos atados durante todo o vôo.
Não toque a chamada de comissários mais de uma vez.
Ouça todos os speechs para não ter dúvida de nada.
Pare de beber assim que acabar o serviço de bordo.
Quando pegar seus pertences, não bata a porta do Bin.
Relaxe e a aprecie o vôo.
Selecione bons livros para se entreter.
Tenha consciência ao usar o toalete.
Use uma manta só.
Vigie se seu companheiro não está roncando.
Xiu! Tem gente dormindo.
Zele pelas suas coisinhas, principalmente pela sua necessaire.
Mas, se o passageiro pudesse escrever o mesmo manual, a versão seria assim:
Até que enfim consegui embarcar.
Bem que eu preferia o corredor.
Como eu vou guardar essa mala aqui?
Depois o comissário ajeita pra mim.
Eu quero uma água.
Falta muito para o jantar?
Guarda meu casaco.
Hoje vai ter turbulência?
Inclusive eu era amigo do comandante Rolim.
Jornal, por favor?
Luz de leitura é onde?
Mais uma vez não embarcou a comida que eu pedi.
Não vôo mais nessa companhia.
Onde eu coloco o meu berimbau?
Pode visitar a cabine?
Que poltrona ruim!
Roubaram meu travesseiro.
Sanduíche de novo?
Tem água tônica? Suco de tomate? Gin?...
Uma coca-cola, por favor?
Vixi mãe! O que foi isso?
Xinga ele.
Zicado. Esse comandante tá zicado.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Cinderela de Segóvia
Segóvia. O nome já nos remete a pensarmos em reino, principado,idade média, sei lá. O reino de Segóvia. Foi pra lá que fui. Foram duas horas de passeio só, mas me senti uma princesa nos castelos e muralhas de Segóvia. Eu e mais quatro loucas da minha tripulação, chegamos a Madri, cansadas do vôo, mas metemos as caras. Vamos??? Saímos do Hotel somente com a referência da estação Chamartin e lá fomos nós. Na estação olhei rapidamente o mapa pra achar a tal estação que é linha azul em direção a Hospital Sofia. Nossa linha do El Capricho é verde. Muito fácil de achar chegamos a uma estação de trem enorme. Mais ou menos seis andares. Fomos comprar bilhete. Tinha um trem dentro de meia hora que custava 30 euros e outro dali uma hora e meia que custava nove euros. Em qual nós fomos? Nem preciso escrever. No mais baratoooooo. Enquanto isso, fomos almoçar.
Hora do tremmmm. Gente que delícia deslizar nos trilhos silenciosamente. Não é como aqueles trens que andávamos antigamente que as linhas dos dormentes iam fazendo tandamtandam, tandam tandam. Sutilmente ele chega e sai, quase que imperceptível. Em meia hora chegamos ao meio do nada. Era Segóvia, mas cadê o castelo? Ah entra naquele ônibus ali parado, alguém nos informou e sem pensar em nada entramos. Motorista por favor, queremos ver algo bonito, onde tem? Na última parada. Plaza das artilharias. Genteeeeeeee que lindo um arqueduto enorme. Não sei qual a função deste monumento, mas um dia foi útil. A nossa correria era tanta que tínhamos que decidir entre tirar fotos e admirar a olho nu.
Sobe as escadas. Rápido. Mas o que tem lá em cima? Nada, Desce tudo. Senhora por favor, onde tem um castelo?
Para lá. Corre gente. Nosso tempo está contado. Chegamos. É o Castelo! Tira foto, tira foto. Moço o que tem pra lá na ruazinha? – É o castelo. Hum então isso aqui ainda não é o castelo é a catedral. Corre gente temos que chegar ao castelo. Enfim ele aparece. Inspiração de Walt Disney para Cinderela. Não acredito que estamos aqui. É muito lindo. Mas nosso trem vai partir em meia hora e agora? Desce tudo corre, corre, desvia aqui, entra em ruelas, ufa conseguimos o ônibus estava partindo da Plaza das artilharias era pegar ou pernoitar. Aliás, essa era a vontade de todas; pena que já tínhamos comprado a passagem de volta. Volta? Lógico que tem volta.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Histórias de Balanceiros

Que o ser humano tem manias diversificadas, não há dúvidas. Mas, quando você se pega olhando para uma esteira de bagagens durante um desembarque... Sabe aquele tempo que você fica ali esperando a sua mala e ela nunca chega? Então, ali você vai ver cada coisa que só o balanceiro (funcionário do setor de bagagens) acredita.
São malas coloridas; quadradas; redondas; com florzinhas; Hello kitty; de oncinha; da Minie; malas sem alça; malas em formato de coração; malas baús; malas, malas e malas. Se fossem só malas que passassem pela esteira ainda ia. Passa cada coisa! Berimbau, corneta, autorama, pranchas, geladeiras, cachorros, gatos, calopsitas, pneus, motor de poupa. Bom, tudo bem vai. É aceitável. Agora imaginem vocês, que outro dia eu estava esperando minha “gordinha”, (apelido que dei à minha mala), quando de repente eu vi um galho seco passando. Não! Não era possível. Um galho simples e seco de uma árvore qualquer.
O que será que a pessoa ia fazer com um galho daquele. Trouxe de tão longe. Será lembrança de um lugar inesquecível? Enfeite exótico? Coleção? Não dava para entender, porque não era época de natal para se criar um pinheirinho, mas enfim, mania cada um tem a sua e questionar não cabe a mim. Mas, como minha curiosidade é maior do que o galho, eu fui perguntar ao balanceiro:
- “Esse galho é bagagem despachada?”
- “O pior que ele ta rodando aí há horas. Acho que a pessoa esqueceu, ou está com vergonha e vem buscar depois”, disse ele.
-“Mas que idéia, trazer um galho”, continuei.
- “Você num viu nada”, ele sorriu e continuou me contando:
Conhece a história do gato morto? Dizem que uma vez foi despachado um gato siamês morto. Mas os donos não falaram nada com medo de não poder despachá-lo naquelas condições. O pessoal da base despachou como se o gato estivesse dopado. Ele estava deitado na casinha e ninguém questionou. Chegando ao destino, os balanceiros viram que o gato estava morto e no desespero em terem que dar a notícia à família, de que o gato morreu durante o vôo, providenciaram outro gato bem parecido com aquele.
Quando os familiares foram recebê-lo, não conheciam muito a aparência do gato e aceitaram aquele. Mas, qual foi o susto quando viram o gato ressuscitado, porque a dona já tinha lhes avisado que estava mandando o gato morto para ser enterrado na lápide da família.
sábado, 8 de maio de 2010
Mãe
Gente eu sou fã da doçura da língua portuguesa. Pensa bem, como é delicioso falar "MÃE". Parece que estamos falando EU TE AMO. A palavra por si só já é uma declaração de amor. É claro que já está banalizada. Nossas necessidades diárias nos impedem de ver quão doce e sublime é a palavra; de tanto que falamos. Lógico sempre chamamos a mãe pra saciarmos algum interesse próprio. Afinal, que seres egoístas somos nós. Aprendemos por instinto recorrer àquela que nos ampara e nos socorre; que nos ama incondicionalmente. Ela tem olhar, tem gesto, tem palavras, tem carinho, tem colo, tem sabedoria. Antes de manifestarmos nossas inquietações ela já sente. Por isso que eu acho que mãe é o anjo que Deus deu a cada um na terra. Eu tenho várias delas. Parabéns mamães!!!
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