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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Tomadas


Oi gente estou em Londres. O tempo está: dia frio, dia muito frio, dia sol e frio, dia chuva e frio. Mas o tempo hoje não vem ao caso. Vou me ater a um pormenor londrino. Aqui todas as tomadas são acompanhadas de um botão (on e off) para que você possa validar a energia daquele local. Ou seja, evita-se desperdício. Vejam a foto. Mas, por falar em tomadas, por que cada país tem a sua heim? Seria jogo político ou exibição de engenharia? Só na minha mala deve ter uns 5 adaptadores diferentes. Tem redondo, quadrado, grosso, fino, um lado maior que o outro. Tem com buraco, tem sem buraco, tem com três machos, tem com dois machos sei lá. Socorro.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Relembrando uma de minhas aventuras no Amazonas


Mata... mata... mata... rio... mata... mata... rio... Ah gente?
Tem certeza que tem gente aí?
Essa foi a pergunta imediata que fiz ao piloto Paulo Bachmann depois de sobrevoarmos quase uma hora mata adentro com o Caravan Anfíbio 208. Chegamos à Região de Borba, mais precisamente em Axinim, margens do Rio Madeira na Amazônia. Uma comunidade de quase 2000 pessoas. É incrível, mas ali, onde ninguém imagina existe vida. E é por essas vidas “esquecidas” que voluntários de Asas do Socorro têm dedicado seu tempo e seu talento. Nossa equipe era composta de duas dentistas, uma médica, uma auxiliar de enfermagem, uma missionária e eu. Só mulher. E pra nossa surpresa a equipe foi acrescentada de mais seis mulheres que vieram da secretaria de saúde de Borba, o município responsável pela comunidade de Axinim.
Quando o avião amerissou muita gente já nos aguardava. A alegria expressa nos olhos deles era incrível. Como se dissessem alguém está olhando por nós. Segundo Bachmann, a população ribeirinha, ou caboclos é a que mais sofre por falta de assistência. Eles não são considerados nem índios, nem brancos e por isso não são assistidos como os índios. “É um povo que não tem nada e o grande desafio é o casamento da tecnologia do século 20, como um avião (pássaro grande de barriga), como dizem, com um povo que vive ainda como a 500 anos”, explica o piloto que há 15 anos trabalha com Asas. Para ele só mesmo a mão de Deus para fazê-los encontrar gente onde ninguém imagina. “Deus orquestra tudo. Manda chuva justamente quando temos que cancelar um vôo. Dá-nos sabedoria para descobrir rapidamente as eventuais panes do avião, entre outras coisas que posso chamar de milagres”, acrescenta o piloto. Os lugares que eles pousam, às vezes, levam-se dias para chegar de barco e numa emergência, o tempo é vida.
Mas, vamos continuar nossa aventura. Assim que desembarcamos em Axinim, a equipe já começou a montar os “consultórios” e a primeira frase que ouvi de um morador foi: “Vocês caíram do céu”, tal era a ansiedade deles por ajuda. O lugar tinha mais estrutura do que as situações normais que as equipes de Asas enfrentam. “Nossos equipamentos são adaptados para regiões precárias mesmo; como cadeiras de plástico dobrável; gerador de energia solar para funcionamento do compressor; nossas camas são redes e o que trazemos na bagagem é muito amor por esse povo”, explica a missionária Mara Jeane Dantas.
A fila de espera para atendimento num instante ficou enorme. E eu pra aproveitar a ocasião, entrevistei alguns nativos, como o pescador Valdenor Rodrigues que disse estar muito feliz: “Essa atitude de vocês traz pra nós carinho, alegria, não só ajuda médica, mas conforto espiritual também”. Para o aposentado Orlando Moraes, os voluntários deveriam vir mais vezes. “É mais fácil vocês chegarem de avião até nós, do que a gente ir a remo 18 horas rio adentro pra conseguir socorro médico”, disse. Já a dona Eugênia Moreira de Lima, 70 anos, só queria saber de curar a dor que estava sentindo por dentro. Quanto mais eu perguntava o que ela estava achando do projeto, mais ela me respondia: “É só essa dor mesmo que sinto por dentro e as minhas vistas que não estão boas”.
Depois de ter conhecido um pouco do povo; tirar bastantes fotos, me encarreguei de brincar com as crianças e não demorou muito; eu já contava mais de quarenta delas ao meu redor.
Umas me olhavam profundamente sem nada dizer, mas expressando um carinho intenso por alguém que “veio do céu”. “Tia nós vamos brincar” diziam outras. E eu botei pra quebrar. Brincamos tanto, que no outro dia, mal abriu a clínica e as crianças estavam todas lá novamente esperando as novidades do dia. Dentre as atividades, os “curumins” , como se tratam, aprenderam sobre a importância de se escovar os dentes. Entregamos escovas e pasta pra todo mundo e a tia Angélica (dentista de Borba) ensinou como se faz para deixar os dentes limpinhos. Pois é, o que pra gente é tão banal, tão corriqueiro, como escovar os dentes, para aqueles curumins era uma novidade e olhando tudo aquilo eu pensava o quanto tem gente precisando de ajuda nesse país.
Foram quatro dias de muito trabalho ali em Axinim, mas quatro dias de uma experiência imensurável. Sem contar que tomei banho de canequinha; dormi em rede; comi cacau, ingá e outras frutinhas mais. A Asas de Socorro tem muita história pra contar e muito trabalho pra realizar nos lugares mais remotos desse país. Mas, por ser uma ONG conta com a nossa colaboração seja em orações, voluntariado ou mesmo ajuda financeira. Se você tiver interessado em saber mais ou quem sabe também investir nesse projeto. Acesse o site: http://www.asasdesocorro.org.br/ ou contribua para o sustento dessa obra pela conta

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O Extra e suas “sinas”

Extra pra quem não sabe é o tripulante que viaja sem estar trabalhando naquele vôo.

SINA - Número 1 - para os que estão de folga ou férias...

Invente curtir sua folga em qualquer lugar fora da base e viverá uma "emocionante" aventura.
Sabe quando você vai chegando no Chek-in e de longe o despachante já emite aquele olhar como que dizendo: "- está lotado", mas você corajoso vai tentar mesmo assim. Na verdade você só precisa passar pelo portão de embarque e tentar a vaga contando com a bondade do comandante, que a essas alturas já deve estar na porta do avião. O despacho vai fazer de tudo pra embaçar, mas não desista.
Na porta do avião já tem uns três extras na sua frente:
“- ola comandante, senhor me leva de extra?”.
“- Claro fique a vontade”. Risos...
O jeito é aguardar a contagem, os outros extras estão encaixados nos Jumps Seats.
O suor toma conta porque a final você conseguiu folga em plena páscoa pra comemorar com sua família e o que é melhor, você conseguiu pegar seu passe com antecedência.
A contagem esta terminando e ufa! Sobrou um lugar no meio do avião. Que bom você acomoda sua bagagem embaixo das pernas porque os bins já estão lotados. Mas enfim, sentado.
Aí, aí, repito aí, o seu crachá vai ser responsável pelo resto do estresse da viagem. Tenho uma amiga que diz que o que mais ela inveja na minha profissão é o meu crachá. Porque todo mundo puxa papo comigo.
Bom, mas “meu crachá me condena”.
Pode esperar que, uma vez sentado de extra com um crachazinho, vai ser bombardeado de perguntas e sempre as mesmas:
- Vocês têm folga?
- Como que é o trabalho de vocês. Voam todos os dias?
- Vocês têm tempo pra conhecer os lugares ou têm que voltar rapidinho?
- Você voa pra fora ou só aqui dentro mesmo?
- Deve ser gostoso né? Você não tem medo?
- Já passou por algum perigo?
- Quando eu era mais nova eu sonhava em ser aeromoça.
- Agora não é mais aeromoça que se fala é comissária de bordo.
- e da pra namorar?
Nem diga como está o seu sono a essas alturas do campeonato porque você acabou de chegar de um madrugadão.


Sina 2 - Dedicada aos extras da Ponte.
Você combina um horário com seu namorado no aeroporto Santos Dumont e vai tentar a primeira ponte pra aproveitar o seu dia de folga. Não consegue. Espera a segunda e aí aparecem umas duas tripulações de extras remunerados na sua frente. Você, com cara de poucos amigos, não embarca e o seu namorado está lá firme e forte. Uma ligação e diz: - “amor, não consegui, vou tentar a próxima”. E ele: “-Fazer o que né”. Vamos pra terceira ponte. Tem uma vaga no jump, você está quase feliz, quando de repente chega um comandante e lá foi seu lugar. Não se preocupe está saindo outra ponte no avião da congênere e finalmente você consegue um lugarzinho. O avião decola e quando você menos espera, vem o speech: Senhoras e senhores aqui é o comandante tal e venho lhes informar que o aeroporto Santos Dumont fechou devido ao mau tempo. Vamos alternar para o Galeão.
“Ai, meu namorado vai me matar...” você resmunga.

SINA 3 – Poucos vôos e muita gente
Sabe aquelas cidades tipo Londrina, que é o meu caso, onde só tem três vôos por dia e muita, mas muita gente pra embarcar. Então é assim: você consegue três dias de folga num final de semana, “que legal dá pra ir”, você pensa. 9h20 tem um vôo, você chega cedo, mas já te fulminam com o olhar de overbook e mais três extras, você dança. O próximo é só 16 horas, você espera e consegue. Quando está pra pousar, o aeroporto do destino fecha e o jeito é alternar para Presidente Prudente (250 Km de distância) e fazer o trecho de ônibus o que leva pelo menos três horas. Chega em Londrina por volta das 21 horas e lá se foi o seu primeiro dia de folga. Aproveita sua família ao máximo no segundo dia porque o terceiro terá que ser dedicado para o retorno que com certeza não vai ser diferente.

SINA 4 - A família
Pior de tudo é quando milagrosamente aparece na sua escala um ótimo vôo, tipo Manaus ou Fortaleza inativo. Cheio de alegria, é claro, você vai querer partilhar esse momento com alguém tipo: namorado (a), marido, mulher, irmãos, mãe, avó, amigos sei lá, alguém especial. Você tira a passagem rip e fica contando os dias, para que tudo certo. E passagem tirada é passagem tirada. Não tem volta. Chega o dia. Você vai com a pessoa paro saguão (o vôo está lotado é claro), então pede ao seu rip pra esperar um pouco até que você vá falar com o comandante, mas qual é a sua surpresa quando chega no D.O, digita sua chapa e aparece “roster changes” . Isso mesmo teve alteração de escala pra você e irá fazer um Ribeirão Preto/ Goiânia com pernoite em Brasília. VOCÊ QUER MORRER. O que fazer com o seu ente querido que está lá fora ansiosamente aguardando sua volta. Chora, reclama, esperneia, num tem jeito, vá voar e mande o seu para casa. Parece mentira, mas não é. ACONTECE COM AS MELHORES FAMÍLIAS.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

UP

Estive pensando sobre a palavra “up” no inglês e muito usada pela língua portuguesa em vários sentidos. Como substantivo, por exemplo, significa elevação, movimento ascendente, boa sorte. Como verbo é tudo que te põe pra cima: subir, levantar, aumentar, elevar, erguer. Se alguém disser que você precisa dar um “up” na sua vida, é pra você “levantar mesmo, sacudir a poeira e dar a volta por cima”. Ou então quando você precisa dar um “up” na sua aparência. Vai lá corta o cabelo, põe cílios postiços, faz plástica e tal.
O up é sempre algo pra melhorar. Quando você lê a mensagem no seu computador “update”, é pra atualizar dados, melhorar programas e tal. E quando usamos “up” para interjeição serve até para dizer: “vamos”, “levanta”, “de pé”. Resumindo é uma palavra muito positiva. Tudo que há de bom. Você como uma coisa boa e diz: “Nossa isso me deu um up”. Um programinha novo com seu amor é suficiente pra dar um “up” no relacionamento. Gente o “up”é lindo.
Mas, porém, todavia, contudo, entretantoooooo. Nem tudo que brilha é estrela. Quero me referir ao tal do “upgrade”. Que deveria ser melhorar o grau, atualizar, aprimorar. Eu disse bem: “deveria ser”. Conjuguei no futuro do pretérito porque deveria, mas não é.
O upgrade na aviação é o cara que recebeu por sorte, ou por muita “miguelagem” a chance de ir pra frente na classe Premium que é um pouco mais privilegiada em termos de conforto, mais espaço etc. Esse cara muitas vezes acaba com qualquer referência da palavra up. Porque ele é “down”, o comportamento dele não cabe ali. Quer beber todos os vinhos, experimentar todas as comidas. Num gosta de nada, quebra a poltrona, acende a luz, escuta música alta, te chama mil vezes e ainda fica chamando o amigo que está lá na y/c pra vir conversar com ele ali e ver o quanto ele está confortável.
Sem contar com aqueles que chegam à porta do avião dizendo que no check-in informaram que ele poderia receber um upgrade depois que chegasse ao avião. Já vi muito também aquela que chega chorando na porta que dizendo que está operada da coluna e não aguenta sentar 12 horas lá trás. Fora os que dizem ser primo, amigo, sobrinho do fulano de tal que é diretor de num sei onde.
São várias as desculpas pra se conseguir um upgrade. Mas me lembro de uma situação muito engraçada. Um senhor de idade vestido com camisa preta de gola clerical, durante o vôo sem que ninguém percebesse sentou-se na Business. Opa ninguém vírgula. Meu amigo viu e educadamente foi até ele e pediu pra que ele voltasse ao seu assento. O homem foi. Meia hora depois na calada da noite o mesmo homem voltou, deitou lá e cobriu o rosto. Mais uma vez o meu amigo foi até ele e pediu pra ele voltar. Não contente o senhor tentou uma terceira vez e argumentou com meu colega que ele era padre. Educadamente meu colega respondeu. “Melhor ainda. Sendo padre o senhor tem um coração misericordioso pra entender que temos 175 pessoas lá trás também querendo vir pra este lugar”. O homem voltou definitivamente para se convalescer com os demais passageiros da y/c.
Let’s go UP!!!

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

adios cigarrillos

Bom dia pessoal. Acabo de chegar de Frankfurt totalmente congestionada. Praticamente estou falando BINHA IRBÃ e BEU IRBÃO DÃO VIERAM ONTEM. Isso porque inventei de conhecer um Pub lá. Lugar bem pequeno que rolava um Blues. A galera que frequentava era à la geração 65. Tinha umas figuras exclusivas tipo um cara com uma asa de borboleta nas costas ou sei lá se ele tinha síndrome de Sininho. Mas ele estava abafando com as asas transparentes. Eu já tive uma daquelas quando fui anjinho na procissão de Corpus Christi. Outros roqueiros mesmo com pulseiras de heavy metal, cabelos longos e botas. A banda bem Ray Charles e Wiliie Nelson. Mas onde quero chegar é na parte do intupibento do beu nariz. Eu descobri que sou alérgica ao cigarro e na Alemanha o cigarro é liberado em ambientes fechados. Consegui ficar ali por meia hora. O suficiente pra eu não estar mais respirando até hoje. Socorroooooo.

sábado, 11 de setembro de 2010

Manual do bom comportamento

Se um comissário pudesse editar um manual de A a Z - sobre o comportamento ideal de um passageiro, seria assim:

Acomode-se o mais rápido possível sem reclamar da poltrona.
Bom humor é sempre bem vindo.
Crianças comportem-se como anjos, os comissários agradecem.
Diga sempre: Por favor, dá licença e muito obrigado.
Evite tumultos durante o embarque.
Favor não empilhar as cumbucas para devolver as bandejas.
Gula é pecado.
História para conseguir Up grade não cola.
Informe-se sobre suas conexões antes de entrar no avião.
Já está com fome?
Limpe o espelho do toalete assim que escovar os dentes.
Mantenha seus cintos atados durante todo o vôo.
Não toque a chamada de comissários mais de uma vez.
Ouça todos os speechs para não ter dúvida de nada.
Pare de beber assim que acabar o serviço de bordo.
Quando pegar seus pertences, não bata a porta do Bin.
Relaxe e a aprecie o vôo.
Selecione bons livros para se entreter.
Tenha consciência ao usar o toalete.
Use uma manta só.
Vigie se seu companheiro não está roncando.
Xiu! Tem gente dormindo.
Zele pelas suas coisinhas, principalmente pela sua necessaire.

Mas, se o passageiro pudesse escrever o mesmo manual, a versão seria assim:

Até que enfim consegui embarcar.
Bem que eu preferia o corredor.
Como eu vou guardar essa mala aqui?
Depois o comissário ajeita pra mim.
Eu quero uma água.
Falta muito para o jantar?
Guarda meu casaco.
Hoje vai ter turbulência?
Inclusive eu era amigo do comandante Rolim.
Jornal, por favor?
Luz de leitura é onde?
Mais uma vez não embarcou a comida que eu pedi.
Não vôo mais nessa companhia.
Onde eu coloco o meu berimbau?
Pode visitar a cabine?
Que poltrona ruim!
Roubaram meu travesseiro.
Sanduíche de novo?
Tem água tônica? Suco de tomate? Gin?...
Uma coca-cola, por favor?
Vixi mãe! O que foi isso?
Xinga ele.
Zicado. Esse comandante tá zicado.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Cinderela de Segóvia


Segóvia. O nome já nos remete a pensarmos em reino, principado,idade média, sei lá. O reino de Segóvia. Foi pra lá que fui. Foram duas horas de passeio só, mas me senti uma princesa nos castelos e muralhas de Segóvia. Eu e mais quatro loucas da minha tripulação, chegamos a Madri, cansadas do vôo, mas metemos as caras. Vamos??? Saímos do Hotel somente com a referência da estação Chamartin e lá fomos nós. Na estação olhei rapidamente o mapa pra achar a tal estação que é linha azul em direção a Hospital Sofia. Nossa linha do El Capricho é verde. Muito fácil de achar chegamos a uma estação de trem enorme. Mais ou menos seis andares. Fomos comprar bilhete. Tinha um trem dentro de meia hora que custava 30 euros e outro dali uma hora e meia que custava nove euros. Em qual nós fomos? Nem preciso escrever. No mais baratoooooo. Enquanto isso, fomos almoçar.
Hora do tremmmm. Gente que delícia deslizar nos trilhos silenciosamente. Não é como aqueles trens que andávamos antigamente que as linhas dos dormentes iam fazendo tandamtandam, tandam tandam. Sutilmente ele chega e sai, quase que imperceptível. Em meia hora chegamos ao meio do nada. Era Segóvia, mas cadê o castelo? Ah entra naquele ônibus ali parado, alguém nos informou e sem pensar em nada entramos. Motorista por favor, queremos ver algo bonito, onde tem? Na última parada. Plaza das artilharias. Genteeeeeeee que lindo um arqueduto enorme. Não sei qual a função deste monumento, mas um dia foi útil. A nossa correria era tanta que tínhamos que decidir entre tirar fotos e admirar a olho nu.
Sobe as escadas. Rápido. Mas o que tem lá em cima? Nada, Desce tudo. Senhora por favor, onde tem um castelo?
Para lá. Corre gente. Nosso tempo está contado. Chegamos. É o Castelo! Tira foto, tira foto. Moço o que tem pra lá na ruazinha? – É o castelo. Hum então isso aqui ainda não é o castelo é a catedral. Corre gente temos que chegar ao castelo. Enfim ele aparece. Inspiração de Walt Disney para Cinderela. Não acredito que estamos aqui. É muito lindo. Mas nosso trem vai partir em meia hora e agora? Desce tudo corre, corre, desvia aqui, entra em ruelas, ufa conseguimos o ônibus estava partindo da Plaza das artilharias era pegar ou pernoitar. Aliás, essa era a vontade de todas; pena que já tínhamos comprado a passagem de volta. Volta? Lógico que tem volta.