Tararararararararannn Tarararan Tararan
– Alô (interrompendo o tema "Pour Elise" do toque de um celular)
– Oi amor, já estou no ônibus, mas tá um trânsito na marginal. Você vai à sauna?
– Vê se não chega tarde, fala pra tua mãe que assim que eu chegar, eu vou buscar a roupa, que ela lavou pra mim.
“Vou te ensinar vender caki, cabou caki vc vai embora” (desta vez é um funk pesado que toca).
– E aí cara (atende um comissário carioca), vai sujarrrr a parada, fui acionado e só volto na terrrrrrça.
– Pô, vamossssss pegar uma onda na quarrrrta, eu te ligo assim que chegarrrrrrr. Pô curte a parada aí por mim, foi mal. Abraço manero aí.
Nessas alturas os vidros do ônibus já estavam embaçados e o trânsito tinha progredido alguns metros.
– Que horas é a sua apresentação? – Uma comissária para outra.
– Aos 45 e a sua?
– A minha aos 30. Ai, menina, e esse trânsito que não anda !!!
– Vou ligar para escala. Tu, ti, tu, tu, tu, tu, ti.
– Está ocupado, pra variar.
– O que você vai fazer em Paris?
– Ah, vou dormir, depois vou ao Carrefour.
– Você não vai na IKea?
– Nem sei. Acho que não estou precisando de nada, mas...
Pu, pin, pun, (sofisticado esse toque)
– Oi, (esse não pode ser identificado, mas é menino)
– Já estou com saudades. Posso te ligar, de novo, assim que eu chegar no D.O.?
– Não vai abusar na balada, heim? Hum, tô de olho em você.
– A gente pode se ver quando eu voltar?
– Quero beijar muuuuuuiiiitttooo.
– Hahaha, bobinho.
– Te ligo daqui a pouco, já estou quase chegando em Guarulhos.
“I kissed a girl, I liked ...” (toque bem despojado).
_ PQP , meu! parece que só tem eu pra voar. Eu tinha que ser acionada logo hoje. Não queria perder a Skol Beats por nada amanhã. Mas também pudera viu, essa escala eu num sei, Meu, se liga, eu não acredito que vou voar, carambaaaaaaaa.,
O ônibus estava praticamente lotado, mas as conversas paralelas eram bem definidas. Acho melhor dormir um pouquinho antes que eu fique sabendo da vida de todo mundo. É um perigoooooooo.
Este blog tem o intuito de apresentar alguns fatos e boatos da aviação. A maioria das histórias foram vividas por mim, enquanto aeromoça, ou enviadas por colaboradores.Participe
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sábado, 20 de fevereiro de 2010
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
BYONCE

Os portões iriam abrir as 15 horas. Pesquisei antes pela internet para saber qual o melhor lugar para se deixar o carro estacionado, porque dizem que estacionamentos perto do estádio são caríssimos e perigosos. Shopping D eD, melhor opção R$ 20,00 para o carro e R$10,00 de traslado até o estádio. Ótima escolha, antes porém, bati uma macarronada no Spoleto. (HUm to fazendo muito merchand). 15 horas a van saiu já lotada e fomos nós em busca do portão 6. Não pegamos muita fila, mas tinha gente ali desde o dia anterior. Escolhemos um lugar na arquibancada azul. Distante do palco, mas com boa visibilidade. O sol era incompreensível, mas os ambulantes não paravam de oferecer capa de chuva. E a galera só fazendo OLA. Achei que fosse derreter. Bem dispersas haviam pequenas nuvens e que sem perceber foram se juntando. Até que lá pelas 17 horas o céu desceu. A princípio até aplaudiram a chuvinha que começou pra aliviar o calor, mas ninguém esperava o dilúvio. Era água, raio, e até gelo. Não tinha fim e nós ficamos firmes na rocha. Eu pensava: vai passar, vai passar, vai passar. A estas alturas a galera sumiu das arquibancadas. Foram se esconder dos raios. Eu junte a mochila embaixo do meu pé na tentaiva de protegê-la, até a ensaquei. Contudo, eu não percebi que uma bica de água descia entre as cadeiras e simplesmente encheu minha mochila. Quando vi celular, máquina fotográfica, carteira, bolacha, tudo boiando, mas eu estava ali firme e forte. Tudo pra ver a Diva. Não tardou muito a chuva parou e os reparos no palco vieram. Os telões cairam, o tablado cheio de poças de água, mas ninguém desistiu. Tudo pronto novamente as 19h40, uma voz baiana insulta os ânimos e a vibração é gigantesca. Ivete entra no palco e escorrega logo de cara, mas levantou poeira e mandou ver. Ä minha sorte grande foi você cair do céu, minha paixão verdadeira"... O Morumbi a essas alturas já se transformara num mar de gente. Eu nunca tinha visto aquilo. Pulamos muito e espantamos o frio que sentíamos com as roupas molhadas. Torci minha meia várias vezes. 22 horas o céu já estava estrelado como que esperando a estrela mor, que se aproximou do palco montada em um Aldi branco (olha o merchand). A galera vibrou numa sintonia flutuante. BYONCEEEEEEEEE gritavam. E ela ficou embasbacada com tanta gente : "I had no idea"... dizia ela. Até cobria os olhos dos holofotes para ver o estadio despencando de gente. Se sentiu muito amada e se soltou. QUE SHOWWWWWW. E olha que eu já tinha assistido o mesmo show em Paris. Mas a emoção lá não chegou nem aos pés do que foi no Morumbi. Halo ela repetiu umas três vezes como quem dissesse eu não quero ir embora. Foi digno de uma diva. BOm, Puts your hands up e não perca outra oportunidade dessa. Vale a penaaaaaaaaa.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Psicose (Parte V)
Sexta-feria. Noite chuvosa. Trânsito parado. Um clima tenso pairava no ar. Uma moça de crachá acompanhada de uma idosa entra no aeroporto de Congonhas, passo-anti-passo, toc,toc,toc e a senhorinha ao seu lado, mal podia acompanhá-la. Elas tentam se aproximar do Check in, Keu estava abarrotado de gente. Gente em pé, gente sentada, gente comendo, gente fumando, gente correndo, gente falando,gente, gente, gente.
A moça observa todos os movimentos ao seu redor e as batidas do seu coração aumentam, tum-dum,tum-dum, tum-dum. Elas estão chegando perto do Check in, aliás, elas já estão muito perto. Timidamente a moça esconde seu crachá para conseguir se aproximar um pouco mais; até kue, de repente o mal kue ela temia lhe sobreveio. Um olhar fulminante bateu sobre o seu crachá e akuele olhar como kue a hipnotizando foi lhe trazendo mais perto, mais perto. Ela estava com medo, com muito medo, mas não podia falar isso para a sua vozinha. A chuva lá fora tinha aumentado muito. Ela apertou a mão de sua avó e as duas ficaram ali estáticas sem nenhuma manifestação esperando o golpe, a facada kue psicoticamente estava vindo em direção a elas. Hi,hi,hi,hi. A mão da moça suava, mas ela tinha kue suportar e então como num suspiro ela se libertou dakuela tensão e foi enfrentar a fera, kue já estava em sua frente como kue espumando.
- “Tá tudo lotado hoje”, disse.
-“Moço nós estamos desde a uma hora da tarde tentando embarcar. Já fomos pra Guarulhos e mandaram a gente pra cá, dizendo kue por akui dava”.
-“É, mas num dá mesmo”.
-“Pois eu vou esperar”, respondeu firmemente a moça.
Faltava ainda três horas para a decolagem do vôo desejado por elas, a vozinha kueria voltar pra sua casa no interior do Paraná, então ela começou a se sentir mal.
“-Calma minha avó, nós vamos conseguir”, afirmou a moça.
Tudo parecia estar perdido, kuando de repente veio uma luz, parecia ser uma fada em meio akuele turbilhão, uma mocinha, aliás uma Super Moça veio lhes salvar das garras dakuela fera.
“-Podem relaxar, o vôo está trankuilo e sua vozinha vai conseguir embarcar”.
E assim, felizmente, terminou mais um episódio da série Pscicose.
A moça observa todos os movimentos ao seu redor e as batidas do seu coração aumentam, tum-dum,tum-dum, tum-dum. Elas estão chegando perto do Check in, aliás, elas já estão muito perto. Timidamente a moça esconde seu crachá para conseguir se aproximar um pouco mais; até kue, de repente o mal kue ela temia lhe sobreveio. Um olhar fulminante bateu sobre o seu crachá e akuele olhar como kue a hipnotizando foi lhe trazendo mais perto, mais perto. Ela estava com medo, com muito medo, mas não podia falar isso para a sua vozinha. A chuva lá fora tinha aumentado muito. Ela apertou a mão de sua avó e as duas ficaram ali estáticas sem nenhuma manifestação esperando o golpe, a facada kue psicoticamente estava vindo em direção a elas. Hi,hi,hi,hi. A mão da moça suava, mas ela tinha kue suportar e então como num suspiro ela se libertou dakuela tensão e foi enfrentar a fera, kue já estava em sua frente como kue espumando.
- “Tá tudo lotado hoje”, disse.
-“Moço nós estamos desde a uma hora da tarde tentando embarcar. Já fomos pra Guarulhos e mandaram a gente pra cá, dizendo kue por akui dava”.
-“É, mas num dá mesmo”.
-“Pois eu vou esperar”, respondeu firmemente a moça.
Faltava ainda três horas para a decolagem do vôo desejado por elas, a vozinha kueria voltar pra sua casa no interior do Paraná, então ela começou a se sentir mal.
“-Calma minha avó, nós vamos conseguir”, afirmou a moça.
Tudo parecia estar perdido, kuando de repente veio uma luz, parecia ser uma fada em meio akuele turbilhão, uma mocinha, aliás uma Super Moça veio lhes salvar das garras dakuela fera.
“-Podem relaxar, o vôo está trankuilo e sua vozinha vai conseguir embarcar”.
E assim, felizmente, terminou mais um episódio da série Pscicose.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
A sina do primeiro turno

É comum entre tripulantes falar sobre a galera do “primeiro turno”. Na verdade não é a galera que descansa sempre no primeiro turno, mas é a galera mais nova na hierarquia, que na maioria das vezes não tem como escolher o turno e conseqüentemente dorme quando dá.
Na volta de um Paris, por exemplo, em que a decolagem é 17h ou 18h, você descansa naquele horário que na sua casa jamais dormiria tipo: das 20h00 às 00h00. Sono é a última coisa que tem. Você deita e todos os pensamentos do que deve fazer chegando ao Brasil vêm. Acompanhado deles você se lembra das discussões que teve com o marido, do filho, da aula de musculação, da balada, da prova que tem que fazer, das contas pra pagar... É uma mistura de pensamento e você vira pra cá, vira pra lá, sente todos os cheiros, escuta todos os choros, escorrega daqui, escorrega dali, mas vencido pelo cansaço você começa a piscar fundo. Na terceira piscada você vai realmente dormir, quando sente uma mãozinha, às vezes delicada, outras cutucadas te indicando que seu turno acabou.
Mas, onde quero chegar é que nem sempre o primeiro turno é o pior.
Na ida, por exemplo, principalmente em épocas que a decolagem é pra lá de meia noite, fora eventuais atrasos, o primeiro turno é ótimo, aliás é o mais cobiçado. Porém, os mais novos vão ficar para o segundo turno, tadinhos. Geralmente ele está lá capengando de sono já é alta madrugada quando o chefe ou o supervisor de classe vem perguntar:
- Você está beeeeeeeeemmmmmmm pra ir no segundo turnoooooooooooo? (leia isso imaginando aquela voz fantasmagórica de desenho animado, quando a personagem está com muito sono e as letras começam a embolar).
- sim estou, você responde já querendo pregar um durex nas pálpebras..
- Entãoooooooooooo qualquer coisa você me chaaaaaaaammmmmmmaaaa.
Aí você fica ali. Anda um pouco, tenta lerrrrrrrrrrrrrrrrr, num dá. Faz faxina na bolsa. Entra na cabine de comando, lá o sol está rachando e eles já estão chamando DAKAR, DAKAR...
Você sai da cabine sem enxergar mais nada e tenta ficar em pé porque se sentar está dominado. Aí, até o joelho cai, dá uns trancos, você dá uns tapinhas no rosto e bota fé porque sua hora vai chegar.
Na volta de um Paris, por exemplo, em que a decolagem é 17h ou 18h, você descansa naquele horário que na sua casa jamais dormiria tipo: das 20h00 às 00h00. Sono é a última coisa que tem. Você deita e todos os pensamentos do que deve fazer chegando ao Brasil vêm. Acompanhado deles você se lembra das discussões que teve com o marido, do filho, da aula de musculação, da balada, da prova que tem que fazer, das contas pra pagar... É uma mistura de pensamento e você vira pra cá, vira pra lá, sente todos os cheiros, escuta todos os choros, escorrega daqui, escorrega dali, mas vencido pelo cansaço você começa a piscar fundo. Na terceira piscada você vai realmente dormir, quando sente uma mãozinha, às vezes delicada, outras cutucadas te indicando que seu turno acabou.
Mas, onde quero chegar é que nem sempre o primeiro turno é o pior.
Na ida, por exemplo, principalmente em épocas que a decolagem é pra lá de meia noite, fora eventuais atrasos, o primeiro turno é ótimo, aliás é o mais cobiçado. Porém, os mais novos vão ficar para o segundo turno, tadinhos. Geralmente ele está lá capengando de sono já é alta madrugada quando o chefe ou o supervisor de classe vem perguntar:
- Você está beeeeeeeeemmmmmmm pra ir no segundo turnoooooooooooo? (leia isso imaginando aquela voz fantasmagórica de desenho animado, quando a personagem está com muito sono e as letras começam a embolar).
- sim estou, você responde já querendo pregar um durex nas pálpebras..
- Entãoooooooooooo qualquer coisa você me chaaaaaaaammmmmmmaaaa.
Aí você fica ali. Anda um pouco, tenta lerrrrrrrrrrrrrrrrr, num dá. Faz faxina na bolsa. Entra na cabine de comando, lá o sol está rachando e eles já estão chamando DAKAR, DAKAR...
Você sai da cabine sem enxergar mais nada e tenta ficar em pé porque se sentar está dominado. Aí, até o joelho cai, dá uns trancos, você dá uns tapinhas no rosto e bota fé porque sua hora vai chegar.
sábado, 12 de dezembro de 2009
Eles não tinha avião

Quando minha mãe estava para entrar em trabalho de parto, o imperador romano César Augusto promulgou um decreto que obrigava todas as famílias a realizarem um recenseamento em suas respectivas terras natal. No caso, ela teria que ir juntamente com José, até então, seu noivo, para Belém. Viajar de Nazaré a Belém, sem avião, significava percorrer 120 quilômetros pelo caminho direto ou escolher a rota mais longa pelo vale do Jordão, de 160 quilômetros. De qualquer modo, uma viagem certamente penosa. Eles devem ter levado ao menos cinco dias para chegar. Mas isso não era nada para minha mãe que enfrentou tudo e todos para me assumir, com apenas 15 anos de idade. Ela sabia por que eu viria.
Quando chegaram a Belém a única preocupação era achar um quarto. Mas, "não havia lugar para eles na hospedaria"! As estalagens estavam superlotadas e era inútil esperar que algum dos proeminentes da cidade viesse lhes oferecer abrigo. Não é difícil imaginar a angústia de mamãe, sabendo que estava para dar à luz a qualquer momento e não tinha um espaço para ficar.
O único jeito foi encontrar abrigo em um estábulo de gado. Foi ali que nasci, num tabuleiro no qual se depositava comida para os animais, chamado Manjedoura. Fui envolto em faixas para que ficasse aquecido e meus movimentos fossem reduzidos.
Assim que eu nasci uma estrela no céu brilhou forte e alguns sábios, que já esperavam por mim sabiam que era a estrela que teriam que seguir. Eles não tinham GPS. Como o caminho certamente era longo e difícil, eles somente chegaram a Israel algum tempo depois do meu nascimento. Por isso eles não encontraram a gente na manjedoura, mas numa casa: "E, vendo eles a estrela, alegraram-se com grande e intenso júbilo. Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra"(Mat 2:10). Vocês não imaginam como eles chegaram ansiosos dessa viagem. Queriam me conhecer logo. Eles sabiam por que eu viria.
Realmente o meu nascimento foi um fato historio muito importante, por isso é comemorado até hoje. Alguns festejam no dia 25 de dezembro outros em outubro. Isso não importa o que importa é que eu vim para trazer vida e vida em abundância. Vim para dar liberdade aos oprimidos. Vim para trazer salvação a todo aquele que crê. Vim para dar amor e consolar aos que choram. Vim para te fazer vitorioso. Como? Amando-te. Onde? Em toda parte. Inclusive dentro do avião onde você fica tão ocupado e nem percebe que posso ser um dos seus clientes. Aquele que espera ver um sorriso seu, um gesto de carinho e atenção. Ah! Mas você anda aborrecido, sem auto-estima, sem entusiasmo? Taí o NATAL. Uma ótima data para você rever seus conceitos.
Natal significa NASCIMENTO, mesmo para os que já estão grandinhos. É hora de nascer de novo, de deixar as coisas velhas para trás e de fazer tudo novo. É hora de renascer para novos horizontes, novos ideais. É hora de reconstruir relacionamentos dilacerados. É hora de amar de novo. É hora de perdoar. É hora de por alegria em cada gesto. É hora de sorrir. É hora de admirar as pequenas coisas. Troquem presentes sim, gratos porque um dia eu vim.
Quando chegaram a Belém a única preocupação era achar um quarto. Mas, "não havia lugar para eles na hospedaria"! As estalagens estavam superlotadas e era inútil esperar que algum dos proeminentes da cidade viesse lhes oferecer abrigo. Não é difícil imaginar a angústia de mamãe, sabendo que estava para dar à luz a qualquer momento e não tinha um espaço para ficar.
O único jeito foi encontrar abrigo em um estábulo de gado. Foi ali que nasci, num tabuleiro no qual se depositava comida para os animais, chamado Manjedoura. Fui envolto em faixas para que ficasse aquecido e meus movimentos fossem reduzidos.
Assim que eu nasci uma estrela no céu brilhou forte e alguns sábios, que já esperavam por mim sabiam que era a estrela que teriam que seguir. Eles não tinham GPS. Como o caminho certamente era longo e difícil, eles somente chegaram a Israel algum tempo depois do meu nascimento. Por isso eles não encontraram a gente na manjedoura, mas numa casa: "E, vendo eles a estrela, alegraram-se com grande e intenso júbilo. Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra"(Mat 2:10). Vocês não imaginam como eles chegaram ansiosos dessa viagem. Queriam me conhecer logo. Eles sabiam por que eu viria.
Realmente o meu nascimento foi um fato historio muito importante, por isso é comemorado até hoje. Alguns festejam no dia 25 de dezembro outros em outubro. Isso não importa o que importa é que eu vim para trazer vida e vida em abundância. Vim para dar liberdade aos oprimidos. Vim para trazer salvação a todo aquele que crê. Vim para dar amor e consolar aos que choram. Vim para te fazer vitorioso. Como? Amando-te. Onde? Em toda parte. Inclusive dentro do avião onde você fica tão ocupado e nem percebe que posso ser um dos seus clientes. Aquele que espera ver um sorriso seu, um gesto de carinho e atenção. Ah! Mas você anda aborrecido, sem auto-estima, sem entusiasmo? Taí o NATAL. Uma ótima data para você rever seus conceitos.
Natal significa NASCIMENTO, mesmo para os que já estão grandinhos. É hora de nascer de novo, de deixar as coisas velhas para trás e de fazer tudo novo. É hora de renascer para novos horizontes, novos ideais. É hora de reconstruir relacionamentos dilacerados. É hora de amar de novo. É hora de perdoar. É hora de por alegria em cada gesto. É hora de sorrir. É hora de admirar as pequenas coisas. Troquem presentes sim, gratos porque um dia eu vim.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Itacaré
Território baiano, povo descolado, povo que vive o hoje. Acordam cedo. Terra onde o côco encontra com o mar, onde até os cachorros nadam. O peixe é fresco. Terra que dispenso comentário, mostro as fotos. Mas um detalhe quero me ater. É impressionante a familiaridade do povo itacareense com o rio. Usam rabetas (canoa formada por um tronco de árvore. Até que o gui me falou o nome da árvore, mas quem disse que eu lembro). Crianças saem pra brincar do outro lado do rio; entram na rabeta, levam o cachorro. Os vizinhos chegam de rabeta pra jogar futebol no campinho; as mulheres vão ao culto, entram na água pra pegar a rabetinha, molham o vestido, nem ligam. É tão normal andar de rabeta como seria andar de bicicleta ou de coletivo pra gente. Itacaré é apaixonante para quem gosta de andar, nadar e se divertir com o povo de lá. Ochiiii.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
E o vôo sai...

O suco perguntou para a água, que perguntou para as necessaires, que perguntaram para as toalinhas quentes, que perguntaram para os pães, que perguntaram para as balas, que perguntaram para as cestas de pães, que perguntaram para o bule, que perguntou para a gaveta, que perguntou para o kit bebê, que perguntou para os CHDs, que perguntaram para as refeições especiais, que perguntaram para os trolleys, que perguntaram para a caixa de chá, que perguntou para o lixo, que perguntou para os baldes de gelo, que perguntaram para as refeições do jantar, que perguntaram para as bebidas, que perguntaram para as bandejas, que perguntaram para os amendoins, que perguntaram para as necessaires da volta, que perguntaram para as refeições do café da manhã, que perguntaram para o trolley extra, que perguntou para a auxiliar sete, onde nós vamos? Aí, a auxiliar sete olhou para o auxiliar seis, que olhou para a auxiliar cinco, que olhou para a quatro,que olhou para a CF, que olhou para a comissaria, que passou um QAP pelo rádio e em seguida respondeu que tudo aquilo teria que embarcar.
Então a auxiliar sete deu um jeitinho para o suco, que levou junto a água. O auxiliar seis guardou as toalinhas quentes que se compadeceram do kit bebê e o espremeram juntinho. Em quatro minutos tudo estava ajeitadinho e quando a galley estava OK, os comissários olharam para a cabine e lá vinham seus amigos passageiros, que perguntaram a seus assentos, que perguntaram para as bagagens de mão, que perguntaram para os bins, que perguntaram para a duplicidade de assento, que perguntou para o cartão de embarque, que queria UP Grade, que perguntou para a CI, que perguntou para o despachante, que queria fechar a porta a todo custo. Novamente em quatro minutinhos tudo estava ajeitado e o avião decolou. É sempre assim, com o jeitinho que se dá, o vôo sai.
Então a auxiliar sete deu um jeitinho para o suco, que levou junto a água. O auxiliar seis guardou as toalinhas quentes que se compadeceram do kit bebê e o espremeram juntinho. Em quatro minutos tudo estava ajeitadinho e quando a galley estava OK, os comissários olharam para a cabine e lá vinham seus amigos passageiros, que perguntaram a seus assentos, que perguntaram para as bagagens de mão, que perguntaram para os bins, que perguntaram para a duplicidade de assento, que perguntou para o cartão de embarque, que queria UP Grade, que perguntou para a CI, que perguntou para o despachante, que queria fechar a porta a todo custo. Novamente em quatro minutinhos tudo estava ajeitado e o avião decolou. É sempre assim, com o jeitinho que se dá, o vôo sai.
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